domingo, 25 de dezembro de 2016

Parte 1 - Do Caos à Reconciliação



A Luz então raiou. As densas trevas se viram rompidas. O domínio de eras e eras das sombras que assolavam toda a criação se encontrava ameaçado. Ameaça concreta. Ameaça, não, aviso certo de que os tempos mudavam. Alguém chegou; alguém se manifestou; alguém que a tudo pode consumar e reconciliar.

Uma nova esperança chegou após as tempestuosas noites que se instalaram em caráter vitalício, frutos de uma corrupção imensurável que nasceu no frágil coração de uma criatura. Criatura essa que se tornara tão ambiciosa quanto o mais vil dos predadores famintos pela carne de sua presa.

Corrupção que a todos atingiu. Corrupção que a tudo corrompeu. O cosmos se desestabilizou. A natureza se viu ferida – de morte! E a criatura infratora já não mais podia se encontrar. Destruída por si mesma; amedrontada por suas próprias fraquezas; vítima e agente de seu próprio caos; impotente e dominada por sua própria vontade. A criatura era o seu senhor – que se a si mesma escravizava.

O homem era essa criatura... e a semente de corrupção, no Éden, germinou para muito além de seu corpo: flagelou seu espírito; condenou irrevogavelmente sua alma.

Ah, mas a Luz se manifestou, rompeu as trevas e tornou o que era um irrevogável juízo para o homem limitado em perdão; a sentença condenatória em absolvição. Aleluia! A Justiça que clamava pela morte agora se definia na graça: um favor imerecido e ilimitado.

A corrupção, agora, já percebeu que tinha muito mais que um rival: se manifestou Aquele que a encerraria em total perfeição e amor.

Nasceu Jesus, o único capaz; o único potente; o Amor personificado. Definitivamente, o nosso amado único e suficiente Salvador! 

Dezembro de 2014.

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