A
Luz então raiou. As densas trevas se viram rompidas. O domínio de eras e eras
das sombras que assolavam toda a criação se encontrava ameaçado. Ameaça
concreta. Ameaça, não, aviso certo de que os tempos mudavam. Alguém chegou; alguém se manifestou; alguém que a tudo pode consumar e reconciliar.
Uma nova esperança chegou após as tempestuosas noites que se instalaram em
caráter vitalício, frutos de uma corrupção imensurável que
nasceu no frágil coração de uma criatura. Criatura essa que se tornara tão
ambiciosa quanto o mais vil dos predadores famintos pela carne de sua presa.
Corrupção
que a todos atingiu. Corrupção que a tudo corrompeu. O cosmos se
desestabilizou. A natureza se viu ferida – de morte! E a criatura infratora já
não mais podia se encontrar. Destruída por si mesma; amedrontada por suas
próprias fraquezas; vítima e agente de seu próprio caos; impotente e dominada
por sua própria vontade. A criatura era o seu senhor – que se a si mesma escravizava.
O homem era essa criatura... e a semente de corrupção, no Éden, germinou para
muito além de seu corpo: flagelou seu espírito; condenou irrevogavelmente sua
alma.
Ah,
mas a Luz se manifestou, rompeu as trevas e tornou o que era um irrevogável juízo
para o homem limitado em perdão; a sentença condenatória em absolvição.
Aleluia! A Justiça que clamava pela morte agora se definia na graça: um favor
imerecido e ilimitado.
A
corrupção, agora, já percebeu que tinha muito mais que um rival: se manifestou
Aquele que a encerraria em total perfeição e amor.
Nasceu
Jesus, o único capaz; o único potente; o Amor personificado. Definitivamente, o
nosso amado único e suficiente Salvador!
Dezembro de 2014.
Dezembro de 2014.
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