domingo, 25 de dezembro de 2016

Parte 2: A simples recepção e a rejeição dos poderosos.



Em uma estrebaria, a simplicidade do local era a recepção da gloriosa majestade celestial. Os panos simples se tornaram as vestes que cobriam o corpo do nosso Príncipe da Paz. 

Ali estava o Maravilhoso, o Conselheiro, o Deus forte, Pai da eternidade. Bem ali, sem qualquer conforto, em meio àquele ambiente que servia para abrigar animais,  Ele se encontrava em toda Sua glória.

Longe das pomposas recepções e dos falsos lisonjeios típicos dos grandes palácios, as saudações de boas vindas vieram de sinceros e humildes pastores, que bem próximos da região estavam a trabalhar.

Não foi a arrogante nobreza quem O recebeu, nem tampouco as trombetas exuberantes que entoaram a canção de Sua vinda.

Foi repousado, na mais absoluta simplicidade, que Ele nasceu... cresceu... e viveu!

Talvez seja por isso que os grandes da época o ignoraram, o maltrataram... Talvez seja por isso que, mesmo hoje, Sua vida e mensagem sejam tão menosprezadas por muitos.

As pessoas gostam das grandes imagens, dos holofotes. Criticam aqueles que buscam a vã glória desta vida, mas dão muito mais importância a esses que, na aparência, manifestam ser ou ter alguma coisa. 

O status moral e social ainda é o que prenuncia o conteúdo da mensagem de alguém.

Sim, para a grande maioria, que infelizmente engloba as pessoas aqui presentes, são os líderes dos magníficos templos que devem saber do que estão falando; os cantores populares que possuem realmente alguma mensagem a ensinar em sua canções; o bem vestido está melhor preparado para conceder uma instrução; o diplomado é que detém o conhecimento do bem e do mal, podendo dizer o que é e o que não é verdade, pouco importando a essência de seu conhecimento.

Um pobre alguém, no qual formosura alguma podia ser encontrada em Sua aparência, um coitado que só era “mais um” dado ao árduo trabalho, um homem de dores... não, deste jamais se poderia esperar grandes coisas. 

E assim era, e é, a humanidade: sempre caminhado sobre a superficial “terra das aparências”.

O problema é que o Evangelho demonstra que a verdade que salva não possui uma “bela aparência”, nem tampouco se apresenta em meio a magníficas recepções ou com vaidosas mensagens que somente afagam o ego.

Assim como nosso Amado, que nasceu na precariedade de condições, a Sua vida também nasce em meio à humildade de espírito, na sinceridade e bem distante das vãs honrarias ou dos arautos da arrogância.

Então, que tal seguirmos o exemplo de nosso Mestre em simplicidade, essência e verdade?!  Será que isso é tão difícil para esta geração?!

Dezembro de 2014.

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